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"Arte" com o ator Vladimir Brichta no palco do Trianon hoje terça-feira (31)

O Teatro Municipal Trianon comemora 14 anos hoje terça-feira (31). E para celebrar a data, será apresentado o espetáculo “Arte”, com Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel. Os ingressos se esgotaram na semana passada, em menos de 24 horas depois do começo da distribuição. A comédia traz o texto da premiada autora francesa Yasmina Reza, considerado um dos maiores nomes da dramaturgia contemporânea mundial e com dezenas de montagens em mais de 30 países. O espetáculo tem classificação 14 anos.

Para esta temporada, sob a direção de Emílio de Mello, que também assina tradução do texto, os atores Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel – os dois primeiros, respectivamente, produtor e idealizador do projeto em parceria com Emílio – apresentam uma análise inteligente da amizade, através da ótica masculina.

Vladimir, que pela primeira vez produz um espetáculo, assistiu a montagem argentina, com Ricardo Darin, em cartaz há mais de 10 anos em Bueno Aires e se encantou com o texto. “Quando o Marcelo (Flores) me chamou para montar este projeto não tive dúvida e vi que era o momento de realizar também a minha primeira produção”, comenta Brichta.

Sobre o espetáculo – Sérgio (Claudio Gabriel), Marcos (Marcelo Flores) e Ivan (Vladimir Brichta) têm uma relação de grande amizade que vai sendo revelada e questionada à medida que se desenvolve uma mera discussão sobre um quadro aparentemente branco comprado na véspera por Sérgio. Um simples quadro monocromático acaba por colorir de sentimentos, emoções e pensamentos a divertida e contundente relação desses três amigos. Eles são levados à reflexão de suas vidas e expõem o avesso de suas relações, numa devoração crítica crescente que chega ao extremo. Num estilo simples e bastante original, Yasmina Reza revela-se uma grande artesã do não dito, do subentendido e do silêncio musical entre as palavras, buscando exprimir o todo através do nada, o trágico através do cômico, o grave através da suavidade.

“Não acredito que o ser humano seja pacífico. Penso que ele não evoluiu desde a Idade da Pedra e que o verniz social que nos protege da selvageria é inquietamente suave e sempre a ponto de estourar. Eu escrevo um teatro de tensão, porque as tensões nos governam. Meus personagens são pessoas educadas que pretendem manter a compostura. Mas como são também impulsivos, não conseguem manter as regras que impuseram a si mesmos. E é precisamente essa luta contra si mesmos que me interessa. Minhas obras sempre foram consideradas comédias, mas penso que são tragédias divertidas" Yasmina Reza
 
 

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Bruno Prudêncio

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